Ora Marítima
Na primeira parte do texto, o autor, define a relação de Portugal com o mar como uma perfeita “simbiose”[1], na segunda parte define o mar como poderoso fator de unificação e na terceira parte fala-nos das regalias dor mar no nosso quotidiano e fortes reflexos do mar na nossa paisagem, na nossa economia e na nossa cultura.. É neste sentido que podemos falar da definição da forma da costa dada por O. Ribeiro como «(…) um traço, quase sem interrupção que, constituindo uma faixa de transito, permitiu que ao longo dela se propagassem idênticos modos de vida e, num território puxado de contrastes, veio a ser um poderoso factor de unificação»[2]. Esta definição está associada ao capítulo quatro do livro «A Identidade Nacional de José Mattoso» na descrição do território português.
Tiago Pitta Cunha (1967, Lisboa) é Consultor do Presidente da República para os assuntos do ambiente, ciência e mar. É licenciado em Direito mas a sua paixão é o mar português. Para ele o mar é sinónimo de modernidade e de futuro, devido ao seu potencial estratégico de desenvolvimento para o nosso país. É reconhecido internacionalmente e tem mérito nas Nações Unidas e na Comissão Europeia, onde representou Portugal relativamente aos assuntos marítimos. Na sua obra «Portugal e o Mar», o autor diz que a geografia é a característica fundamental na construção da identidade nacional[1]. Diz também que se por um lado estamos voltados para o mar por outro estamos na cauda da europa[2] e que é por esse motivo que somos atrasados relativamente a ela. Outro ponto importante que o autor critica, é o «discurso passadista e até saudosista»[3] e que só olhando novamente para o mar, como um recurso escasso e retirar o que de melhor tem, tomando medidas de prevenção. Visto que a costa é também o nosso território, do mar podemos ver desenvolvimento.
[1] Cunha, Tiago Pitta e: «Portugal e o Mar», «A ligação forte com o mar da História de Portugal deve-se acima de tudo e em primeiro lugar à situação geográfica (…)», pág. 9
[2] Cunha, Tiago Pitta e: «Portugal e o Mar», «(…) o peso da periferia e da distância a que estamos do centro da Europa e de Bruxelas(…)», pág. 11
[3] Cunha, Tiago Pitta e: «Portugal e o Mar», pág. 9